A arrecadação federal encerrou 2025 com um recorde histórico de R$ 2,89 trilhões, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (22). O montante representa um crescimento real (descontada a inflação) de 3,75% em relação a 2024. O secretário especial Robinson Barreirinhas classificou os números como “bonitos”, ressaltando que o resultado foi obtido mesmo diante de uma base de comparação já elevada. Apenas em dezembro, o recolhimento somou R$ 292,72 bilhões.
O desempenho foi alavancado por fatores macroeconômicos, com destaque para o aumento de 10,9% na massa salarial e o dinamismo do setor de serviços. Um fenômeno à parte foi a tributação sobre apostas online: a receita com as “bets” disparou mais de 10.000%, saindo de R$ 91 milhões para quase R$ 10 bilhões no ano. O IOF também teve alta expressiva de 20,54%.
Apesar do recorde geral, os dados apontam desigualdade entre os setores. Enquanto serviços e mercado financeiro puxaram a alta, a indústria permaneceu praticamente estagnada (+0,17%) e a venda de bens registrou leve recuo, limitando o crescimento de tributos como IPI e IRPJ.