EUA oficializam saída da OMS e travam repasse de US$ 260 milhões à agência

Decisão de Trump gera crise orçamentária na ONU e cortes de pessoal; Departamento de Estado alega que país "já pagou o suficiente".
Foto: REUTERS/Denis Balibouse

Os Estados Unidos oficializam nesta quinta-feira sua saída da Organização Mundial da Saúde (OMS), concretizando a promessa feita por Donald Trump no primeiro dia de seu mandato, em 2025. A ruptura ocorre em meio a um impasse legal: Washington se recusa a pagar US$ 260 milhões em taxas pendentes, violando a legislação americana que exige a quitação de débitos antes da retirada. O Departamento de Estado justifica o calote afirmando que “o povo americano já pagou o suficiente” e culpa a agência por prejuízos trilionários.

O impacto na OMS é imediato. Sem o seu maior financiador, responsável historicamente por 18% do orçamento, a agência enfrenta uma crise severa, forçando o corte de 50% da equipe de gestão e a redução de um quarto do quadro geral de funcionários.

O diretor-geral Tedros Adhanom lamentou a decisão, classificando-a como uma perda global. Em Davos, Bill Gates afirmou não acreditar em um retorno dos EUA a curto prazo. Especialistas alertam que o isolamento americano enfraquece os sistemas de detecção e resposta a novas ameaças sanitárias mundiais.

Compartilhe

Facebook
Twitter
WhatsApp

Compartilhe

Facebook
Twitter
WhatsApp