O avanço da dívida pública dos Estados Unidos acendeu o alerta vermelho entre economistas globais. O montante encerrou 2025 em US$ 38,4 trilhões (cerca de R$ 208 trilhões), um salto de US$ 2 trilhões em apenas um ano. Para Huang Yiping, conselheiro do Banco Popular da China, e Jason Furman, economista de Harvard, a trajetória é “cada vez mais insustentável”.
Durante um fórum acadêmico, os especialistas destacaram a falta de disciplina fiscal em Washington. Furman classificou o déficit como “muito grande” e criticou a apatia de eleitores, legisladores e do mercado financeiro frente ao problema. Segundo ele, uma correção exigirá aumento da poupança interna ou redução de importações, o que pode desacelerar a economia.
O cenário é agravado por tensões políticas, incluindo ataques à gestão do Federal Reserve (Fed) e ameaças tarifárias. Como reflexo, a China — um dos maiores credores globais — reduziu suas participações na dívida americana ao menor nível desde 2008, sinalizando uma mudança estrutural onde os EUA se consolidam como grandes devedores.