Pesquisa revela que metade dos brasileiros desconhece o real significado do Holocausto

Estudo aponta lacunas no ensino sobre o genocídio nazista; sobrevivente salva por "milagre" em fuzilamento alerta para o risco do esquecimento.
Hannah Charlier, 83 anos, sobrevivente participou do lançamento do estudo no Memorial do Holocausto, em São Paulo. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Às vésperas do Dia Internacional em Memória às Vítimas do Holocausto (27), uma pesquisa lançada nesta quinta-feira (22) expôs a fragilidade do conhecimento histórico no Brasil. O levantamento mostrou que, embora 59,3% dos brasileiros já tenham ouvido falar sobre o tema, apenas 53,2% conseguem defini-lo corretamente. Dados mais específicos são ainda alarmantes: somente 38% reconhecem Auschwitz-Birkenau como um campo de extermínio.

O evento de lançamento, no Memorial da Imigração Judaica em São Paulo, contou com a presença de Hannah Charlier, de 83 anos. Nascida em uma prisão na Bélgica, ela sobreviveu a um fuzilamento quando bebê porque sua mãe a protegeu com o próprio corpo antes de morrer. Encontrada por um oficial, ela foi entregue à resistência e, anos depois, adotada por uma família no Brasil.

Segundo Hana Nusbaum, da StandWithUs Brasil, a falta de detalhes históricos abre espaço para o crescimento do discurso de ódio e da banalização do nazismo nas redes sociais. O estudo indicou que a escola ainda é a principal fonte de informação (30,9%), seguida por filmes e livros. Para marcar a data, atos serão realizados em São Paulo no domingo (25), na Congregação Israelita Paulista, e na segunda (26), na Casa do Povo, com a presença da ministra Macaé Evaristo.

Com informações da Agência Brasil

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