O Rio Grande do Norte alcançou uma marca histórica na saúde pública em 2025: foram realizados 426 transplantes de órgãos, segundo balanço da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap). Os procedimentos de medula óssea (186) e córneas (183) lideraram as estatísticas, seguidos por 56 cirurgias renais e um transplante de coração.
Apesar do recorde, a conta ainda não fecha. O estado encerrou o ano com a 3ª maior fila do Nordeste para transplante de córnea, com 624 pessoas aguardando — uma espera que pode chegar a três anos. A lista também inclui 326 pacientes precisando de um rim e 14 de medula óssea.
Para Rogéria Medeiros, coordenadora da Central Estadual de Transplantes, a redução dessa fila depende da conscientização. “É muito importante que o assunto da doação seja abordado dentro das famílias. No momento de luto, saber que era vontade do falecido ser doador torna o processo mais rápido. Ser doador é transformar a dor em vida”, ressaltou.