O vice-governador do Rio Grande do Norte, Walter Alves (MDB), oficializou nesta segunda-feira (19) uma série de decisões estratégicas que alteram o cenário político para as eleições de 2026. Após uma reunião decisiva com a governadora Fátima Bezerra (PT), Alves comunicou que não assumirá o comando do Executivo estadual em caso de renúncia da titular para a disputa eleitoral. A recusa em assumir a cadeira de governador abre caminho para que ele foque em seu projeto pessoal: a pré-candidatura a uma vaga na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN).
Além de definir seu futuro cargo eletivo, Walter Alves anunciou uma mudança de rota nas alianças estaduais do MDB. O partido não caminhará com o grupo da atual governadora na sucessão estadual. “Sobre a sucessão estadual, cientifiquei a governadora que a posição do MDB-RN é de caminhar com os partidos da Federação União Progressista (União Brasil e PP) e com o PSD. Essa foi uma decisão tomada após ampla consulta aos nossos correligionários”, explicou o vice-governador, selando um acordo com as principais siglas de oposição ao atual governo do PT no estado.
A movimentação foi recebida com entusiasmo pelos novos aliados. Em nota conjunta, as lideranças do União Brasil, Progressistas e PSD celebraram a chegada do MDB ao bloco. O comunicado destacou que os partidos recebem “com alegria” o apoio oficial de Walter Alves, reforçando o objetivo de construir um projeto de “gestão moderna e responsável” para o Rio Grande do Norte. “Há muito a ser feito, muito faremos”, pontuou a nota oficial da coligação, indicando o tom da campanha que se aproxima.
Apesar da ruptura no plano estadual, Walter Alves fez questão de reafirmar seu alinhamento com a diretriz nacional do MDB. Ele garantiu à governadora e aos eleitores que manterá o apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Ratifiquei o posicionamento já alinhado com o presidente nacional do MDB, deputado federal Baleia Rossi, e com o presidente nacional do PT, Edinho Silva”, concluiu, demonstrando que a divergência local não afetará a coalizão federal.