Vigilância Sanitária faz varredura em Natal após Anvisa proibir lotes de fórmulas infantis por risco de toxina

Fiscalização busca recolher produtos com risco de contaminação por Bacillus cereus; veja a lista completa dos lotes de Nan, Nestogeno e outros que não devem ser consumidos.
Ação preventiva visa garantir que lotes contaminados não cheguem às prateleiras e aos lares potiguares. Foto: SMS

Em resposta a um alerta sanitário de nível nacional, a Vigilância Sanitária de Natal (VISA Natal) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (22), uma operação rigorosa de fiscalização em distribuidoras de alimentos da capital. A ação mobilizou equipes do Núcleo de Controle de Alimentos (NCA) e do Núcleo de Controle de Medicamentos e Produtos (NCMP) para cumprir a Resolução nº 32/2026 da Anvisa, que determinou a proibição imediata da comercialização, distribuição e uso de diversos lotes de fórmulas infantis fabricadas pela Nestlé Brasil Ltda.

A medida drástica foi tomada após a identificação de risco de contaminação por cereulide, uma toxina potente produzida pela bactéria Bacillus cereus. Segundo as autoridades de saúde, a ingestão dessa substância por bebês e crianças pequenas pode provocar quadros graves de intoxicação alimentar, com sintomas que incluem vômitos persistentes, diarreia intensa e letargia (cansaço excessivo ou diminuição da energia).

Durante a inspeção, os fiscais verificaram estoques para assegurar que os produtos listados na resolução haviam sido recolhidos e não estavam disponíveis para venda. Segundo Ewerton Handerson, chefe do Núcleo de Controle de Medicamentos, a operação tem caráter preventivo. “Apesar de não haver casos notificados no município até o momento, a repercussão nacional do tema motivou a atuação da Vigilância para confirmar o recolhimento adequado. As fórmulas encontradas na inspeção de hoje pertenciam a lotes anteriores aos proibidos e não apresentavam risco”, tranquilizou.

Sônia Maria Fernandes, chefe do Núcleo de Controle de Alimentos, faz um alerta importante: a proibição não se aplica a todas as latas das marcas citadas, apenas aos lotes específicos. “É fundamental que os consumidores confiram atentamente o número do lote impresso no fundo da lata ou na embalagem antes de oferecer o alimento à criança”, orientou. Caso o bebê tenha consumido um dos produtos listados e apresente sintomas, a recomendação é procurar imediatamente um serviço de urgência pediátrica.

Compartilhe

Facebook
Twitter
WhatsApp

Compartilhe

Facebook
Twitter
WhatsApp