Dia Mundial do Queijo: Produção artesanal do RN é celebrada com oficinas e 56 medalhas em 2025

Evento no Sebrae marca o Dia Mundial do Queijo com produção ao vivo e destaca o protagonismo do Seridó na cadeia produtiva.
O tradicional queijo de manteiga. Foto: Divulgação

A produção artesanal de queijos do Rio Grande do Norte foi o centro das atenções nesta terça-feira (20), data em que se celebra o Dia Mundial do Queijo. Uma programação especial na Agência Sebrae, em Natal, reuniu produtores de referência para valorizar o setor, contando com demonstrações ao vivo da confecção do tradicional queijo de manteiga e oficinas de harmonização.

O evento destacou não apenas os produtos tradicionais, como o queijo de coalho e manteiga, mas também os chamados “queijos de identidade e de inovação”, criações que refletem o DNA de cada produtor local e as técnicas potiguares.

O chef Jonatã Canela, que comandou a sessão de harmonização com alimentos regionais, ressaltou que o queijo do RN carrega a história do local onde é feito. “O queijo consegue carregar a identidade do nosso Seridó. Passar características, notas e muitas coisas ali dentro do produto e carrega um pouco da nossa história para o Brasil e para o mundo afora”, afirmou o chef.

Um dos pontos altos foi a produção ao vivo realizada por Lucenildo Firmino, o Galego da Serra. Segundo o produtor, o segredo dessa iguaria não está em uma fórmula escrita, mas na prática diária. “O queijo de manteiga não tem receita, é um aprendizado do queijeiro, dia após dia… Tem a técnica, e o queijeiro vai se adaptando e aprendendo cada dia”, explicou.

A qualidade do laticínio potiguar tem sido reconhecida em grandes competições. Somente em 2025, os produtores do estado conquistaram 56 medalhas em concursos como o Prêmio Queijo Brasil e a Expo Queijo.

Atualmente, o Rio Grande do Norte possui 165 empresas na cadeia de laticínios. A região do Seridó Ocidental concentra a maior parte da produção, abrigando 42% do total estadual (70 empresas), seguida pela Região Metropolitana de Natal com 19%.

Para manter esse padrão, o Sebrae-RN investe na melhoria genética dos rebanhos e na gestão dos negócios. Luís Felipe, gestor do programa Leite e Genética, destaca que um insumo de excelência é fundamental para garantir a qualidade final do produto.

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