Itamaraty recomenda que brasileiros evitem viagens a 11 países do Oriente Médio

O Ministério das Relações Exteriores emitiu um alerta consular urgente desencorajando deslocamentos para diversas nações da região devido à escalada militar. A orientação inclui protocolos de segurança rigorosos para brasileiros que já se encontram em zonas de risco e a divulgação de contatos de emergência.
Sede do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília, responsável pela emissão do alerta consular para brasileiros no exterior.
Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) emitiu, neste sábado (28), um alerta consular recomendando que cidadãos brasileiros evitem viagens a 11 países do Oriente Médio. A medida responde à recente escalada das tensões militares na região, envolvendo operações diretas entre Estados Unidos, Israel e Irã.

A recomendação de evitar deslocamentos abrange os seguintes países e territórios: Irã, Israel, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Jordânia, Iraque, Líbano, Palestina e Síria. O governo brasileiro manifestou profunda preocupação com a segurança de seus nacionais diante da instabilidade que ameaça a paz regional.

Para os brasileiros que já residem ou se encontram nessas localidades, o Itamaraty orienta atenção redobrada e o cumprimento estrito das instruções das autoridades locais. Em situações de bombardeios ou ataques aéreos, a recomendação é buscar abrigo imediato em estações de metrô, viadutos ou estacionamentos subterrâneos. Dentro de residências, a orientação é permanecer em cômodos internos, mantendo-se longe de janelas e portas.

Além dos protocolos de proteção física, o órgão aconselha a manutenção de reservas de água e a verificação da validade de documentos de viagem, que devem ter pelo menos seis meses de vigência. O monitoramento constante dos canais oficiais das embaixadas e da imprensa local é considerado essencial para garantir a segurança em meio à crise.

Em nota oficial, o governo brasileiro também condenou os ataques contra o território iraniano, classificando a ofensiva como um fator de agravamento da crise regional. O Itamaraty disponibilizou contatos de plantão para todas as representações consulares na região, reforçando que o suporte será priorizado em casos de risco iminente à vida ou à segurança dos brasileiros.

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