O Pix por aproximação completa um ano de operação neste sábado (28) enfrentando o desafio de se consolidar entre os hábitos de consumo dos brasileiros. De acordo com estatísticas recentes do Banco Central (BC), a modalidade ainda representa uma fatia mínima do ecossistema: em janeiro, as transferências por aproximação corresponderam a apenas 0,01% do total de transações e 0,02% do valor movimentado.
Apesar dos números iniciais modestos — 1,057 milhão de transações em um universo de 6,33 bilhões —, o crescimento tem sido acelerado. Enquanto em julho de 2025 foram registradas apenas 35 mil operações, o volume financeiro saltou de R$ 95,1 mil para mais de R$ 133 milhões em dezembro, sinalizando que a oferta está amadurecendo e atraindo novos usuários.
Segundo Gustavo Lino, diretor executivo da Associação dos Iniciadores de Transação de Pagamento (Init), a adesão gradual é influenciada por normas rigorosas de segurança e limites operacionais. Entretanto, a tendência é de expansão, especialmente no varejo de alta recorrência e em ambientes corporativos, onde a agilidade no ponto de venda é um diferencial crucial para reduzir filas.
Para garantir a segurança e inibir golpes, o Banco Central estabeleceu um limite padrão de R$ 500 para transações via carteiras digitais, como o Google Pay. Já nos aplicativos das instituições financeiras, o correntista tem autonomia para personalizar os valores máximos por transação e por dia, garantindo maior controle sobre o patrimônio.
A grande vantagem da modalidade é a rapidez, assemelhando-se à experiência dos cartões de crédito e débito físicos. Com a tecnologia NFC ativa, o usuário não precisa digitar chaves ou escanear QR Codes, bastando aproximar o smartphone do terminal de pagamento. O consumidor deve, contudo, ficar atento ao ‘Pix no Crédito’, que pode incidir cobrança de juros dependendo da instituição.