Educação profissional no Brasil cresce 68% em cinco anos e atinge marca histórica

Dados do Censo Escolar 2025 revelam um salto expressivo nas matrículas de cursos técnicos e tecnológicos no país, superando a marca de 3,1 milhões de alunos. O avanço é impulsionado por novas políticas públicas e pela maior integração entre o ensino médio e as demandas do mercado de trabalho.
Expansão do ensino técnico no Brasil busca aproximar estudantes das demandas reais do mercado de trabalho.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Brasil registrou um crescimento de 68,4% nas matrículas da educação profissional e tecnológica (EPT) nos últimos cinco anos, de acordo com os dados da primeira etapa do Censo Escolar 2025. O levantamento, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e divulgado pelo Ministério da Educação (MEC), mostra que o país saltou de 1,8 milhão de alunos em 2021 para mais de 3,1 milhões no atual período letivo.

Este avanço reflete a implementação de políticas estratégicas voltadas para tornar o ensino médio mais atrativo e alinhado às necessidades do setor produtivo. Um dos pilares desse crescimento é o programa “Juros por Educação”, criado em 2025 no âmbito do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). Com a adesão de 22 estados e a previsão de investimentos de R$ 8 bilhões, a meta do governo federal é criar mais 600 mil vagas técnicas até 2026.

A rede estadual de ensino é a principal protagonista dessa expansão, concentrando 81,7% das matrículas públicas na modalidade. Já a rede federal, que engloba os Institutos Federais (IFs), responde por 15,4% do atendimento. Em termos de formato, o modelo de ensino médio articulado ao itinerário técnico é o líder absoluto, com 1,2 milhão de estudantes, seguido pelos cursos técnicos subsequentes, destinados a quem já concluiu a educação básica.

No cenário regional, o Piauí destaca-se como a maior referência nacional: 68,8% das matrículas de ensino médio na rede pública do estado estão integradas à educação profissional, índice muito superior à média nacional de 20,1%. Na outra ponta, Amazonas e Distrito Federal registram os menores índices de integração técnica, com 5,2% e 6,9%, respectivamente.

Em relação às áreas de estudo, os eixos de “Gestão e Negócios” e “Ambiente e Saúde” lideram a procura. O curso de Administração é o mais popular no país, com quase 400 mil alunos, seguido por Enfermagem e Informática. Especialistas avaliam que essa expansão é uma “janela de oportunidade” crucial para o desenvolvimento socioeconômico, oferecendo aos jovens uma transição mais digna e qualificada para o mundo do trabalho.

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