Huol-UFRN recruta crianças do Norte e Nordeste para estudo inédito sobre doença rara

O Hospital Universitário Onofre Lopes (Huol-UFRN) iniciou um recrutamento de pacientes pediátricos para pesquisa sobre a Hemoglobinúria Paroxística Noturna (HPN). A iniciativa busca diagnosticar e tratar crianças com esta condição rara no sangue, sendo a única unidade de pesquisa ativa para este público nas regiões Norte e Nordeste.
Huol-UFRN disponibiliza exames de alta precisão e novos tratamentos para crianças com suspeita de HPN.
Foto: Gerada por IA/Gemini

O Hospital Universitário Onofre Lopes (Huol-UFRN), integrante da Rede Ebserh, abriu uma importante frente de pesquisa voltada para o diagnóstico e tratamento da Hemoglobinúria Paroxística Noturna (HPN). O recrutamento é direcionado a crianças e adolescentes das regiões Norte e Nordeste que apresentem sintomas compatíveis com esta condição rara, crônica e potencialmente grave que ataca as células sanguíneas.

O estudo clínico, que conta com uma equipe de oito profissionais especializados no Centro de Pesquisa Clínica, visa suprir a carência de dados científicos sobre a doença na faixa etária pediátrica. A unidade se destaca como o único hospital vinculado à rede nas duas regiões com pesquisa ativa voltada especificamente a este público, garantindo acesso a exames de alta complexidade.

Segundo Ana Katarine Caldeira, chefe do Setor de Gestão da Pesquisa e da Inovação Tecnológica do Huol, a triagem depende da identificação de sintomas específicos por pediatras. > “Podem participar crianças que apresentem sintomas como anemia, urina escura, semelhante à cor de Coca-Cola, e trombose, mediante identificação e indicação feitas por qualquer profissional pediatra. Durante o estudo, é realizado o exame que atesta se a criança está com a doença ou não”, explica.

A HPN é um distúrbio genético adquirido com incidência estimada entre um e dez casos por milhão de pessoas. A condição provoca a destruição das hemácias pelo sistema complemento do próprio organismo, podendo evoluir para anemia intensa, falência medular e necessidade de transplante. De acordo com a hematologista pediátrica Cassandra Valle, a ausência de uma proteína específica nas células-tronco deixa o sangue vulnerável a esse ataque.

O diagnóstico oferecido pelo estudo inclui a citometria de fluxo, um exame especializado para análise de sangue periférico. Além do monitoramento rigoroso, a pesquisa testa a eficácia de um novo fármaco oral. Os pacientes participantes recebem acompanhamento integral, medicação e ressarcimento de despesas relacionadas à participação no estudo clínico.

Responsáveis interessados ou médicos que desejem encaminhar casos suspeitos podem entrar em contato com o Centro de Pesquisa Clínica do Huol pelo telefone (84) 99670-8676. O hospital, vinculado ao Ministério da Educação, segue sua missão de unir assistência pelo SUS ao desenvolvimento de inovações tecnológicas e formação profissional.

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