Ex-senador José Agripino aponta insolvência fiscal do RN e projeta desafios para sucessão de 2026

Em entrevista na estreia do programa Meio-Dia na Mix, o líder do União Brasil analisou o desequilíbrio das contas públicas, a crise na saúde e o xadrez político para as eleições estaduais e presidenciais de 2026.
José Agripino Maia durante entrevista sobre os desafios fiscais e o tabuleiro político potiguar para 2026.
Foto: Reprodução/YouTube

O ex-governador e ex-senador José Agripino Maia (União Brasil) apresentou uma análise contundente sobre as crises que afetam o Rio Grande do Norte durante a estreia do programa Meio-Dia na Mix. Segundo o político, o estado atravessa um momento de profunda insolvência fiscal, o que exigirá do próximo gestor a aplicação de medidas impopulares e rigorosas para retomar o crescimento.

Ao comentar a sucessão da governadora Fátima Bezerra (PT) — que pode renunciar para disputar o Senado em 2026 — Agripino ressaltou que a articulação na Assembleia Legislativa será um desafio técnico inédito. Ele destacou que nenhum dos polos políticos atuais possui os 13 votos necessários para eleger um governador de transição de forma isolada, o que exigirá diálogos complexos entre PT, PL e o bloco União/Progressistas.

“Chance zero de salvar o estado em seis meses. Mas é possível entregar a alguém que comece a aplicar os remédios amargos para encontrar a saída do estado”, alertou o ex-governador, comparando o desempenho do RN com vizinhos como Paraíba e Piauí, que, segundo ele, avançaram enquanto o estado estagnou.

No âmbito eleitoral, José Agripino confirmou que a pré-candidatura do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), ao Governo do Estado é irreversível. O líder político aposta na origem humilde e na conexão popular de Allyson como diferenciais para enfrentar o que chamou de “caos absoluto” na saúde pública e o desequilíbrio financeiro estadual.

Agripino também estendeu suas críticas ao cenário nacional, lamentando a atual política monetária e fiscal do Governo Federal. Para ele, o descontrole nos gastos e a alta carga tributária impedem o desenvolvimento do país. No campo internacional, o ex-senador demonstrou preocupação com a instabilidade geopolítica e o esvaziamento de instituições como a ONU diante de conflitos globais crescentes.

Confira a entrevista completa no YouTube da Mix FM Natal:

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