A taxa de desocupação no Brasil atingiu 5,4% no trimestre encerrado em janeiro, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados nesta quinta-feira (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice demonstra uma redução expressiva em comparação ao mesmo período de 2025, quando o desemprego estava em 6,5%.
Embora o índice tenha apresentado uma leve oscilação em relação ao trimestre móvel encerrado em dezembro, que registrou 5,1%, os números atuais consolidam um cenário de fortalecimento do mercado de trabalho. O principal destaque do levantamento é o aumento do poder aquisitivo da população ocupada.
A renda média real do trabalhador alcançou R$ 3.652,00 no trimestre encerrado em janeiro, estabelecendo o valor mais alto de toda a série histórica da pesquisa. Esse montante representa um crescimento de 2,8% em relação ao trimestre anterior e uma valorização de 5,4% no acumulado de um ano.
Refletindo essa melhora, a massa de renda real habitual — que mede o volume total de salários pagos na economia — somou R$ 370,3 bilhões. O incremento foi de R$ 25,1 bilhões em 12 meses, o que significa uma alta de 7,3% em comparação ao trimestre terminado em janeiro do ano passado.
Na comparação com o período encerrado em outubro, a massa salarial cresceu 2,9%, injetando R$ 10,5 bilhões adicionais no mercado. Os indicadores reforçam um ciclo de expansão econômica impulsionado tanto pelo aumento do número de postos de trabalho quanto pela melhoria na remuneração média dos brasileiros.