RN confirma segundo caso do superfungo Candida auris em Natal

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) identificou uma nova ocorrência do fungo multirresistente no Hospital da PM. Este é o segundo registro na unidade em menos de dois meses, o que mobiliza autoridades para uma coletiva de imprensa e reforça protocolos de isolamento.
Vigilância sanitária intensifica o monitoramento em hospitais após nova detecção do fungo Candida auris no Rio Grande do Norte.
Foto: TopMicrobialStock

A Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) confirmou a identificação de um novo caso do fungo Candida auris no Hospital Central Coronel Pedro Germano, conhecido como Hospital da PM, em Natal. Este é o segundo registro da infecção na unidade hospitalar em 2024, após a primeira confirmação ocorrida em 22 de janeiro.

Até o momento, as autoridades de saúde não divulgaram detalhes sobre o perfil do paciente ou as circunstâncias específicas da nova contaminação. Para esclarecer os fatos e apresentar as medidas preventivas adotadas, a Sesap convocou uma coletiva de imprensa para o meio-dia desta quinta-feira (5), na sede da própria secretaria.

O primeiro caso do chamado “superfungo” na unidade foi validado após exames realizados pelo Laboratório Central do Estado (Lacen-RN). Na ocasião, o paciente foi colocado em isolamento total enquanto recebia tratamento para outras enfermidades. Paralelamente, equipes de vigilância epidemiológica iniciaram um processo de rastreamento contínuo para bloquear a cadeia de transmissão dentro do ambiente hospitalar.

O Candida auris é classificado como uma grave ameaça à saúde pública global devido à sua complexidade biológica. Identificado pela primeira vez no Japão, em 2009, o fungo é capaz de provocar infecções severas, sendo particularmente perigoso para pacientes imunocomprometidos ou com quadros clínicos já fragilizados.

Especialistas alertam que o microrganismo oferece dois desafios principais: a dificuldade de identificação por meio de exames laboratoriais convencionais e a notável resistência a diversos medicamentos antifúngicos. Além disso, sua capacidade de sobreviver por longos períodos em superfícies e equipamentos hospitalares eleva significativamente o risco de surtos em centros de saúde.

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