A crise militar no Oriente Médio atingiu um novo patamar de gravidade neste domingo (1º). Operações conjuntas entre as forças dos Estados Unidos e de Israel, iniciadas na madrugada de sábado, continuam a atingir pontos estratégicos em território iraniano. Entre as alegações mais impactantes, as Forças de Defesa de Israel (IDF) afirmaram ter eliminado líderes de alto escalão do país, enquanto o Comando Central dos EUA (Centcom) confirmou a destruição da sede da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC).
O custo humano da ofensiva tem se mostrado devastador. Segundo dados atribuídos à Sociedade do Crescente Vermelho, o número de mortos no Irã já ultrapassa a marca de 200 pessoas, com centenas de feridos. Em um dos episódios mais críticos, o Ministério da Educação iraniano confirmou a morte de 153 meninas em um bombardeio que atingiu uma escola em Minab, no sul do país. Na capital, Teerã, o Hospital Gandhi também foi alvo de ataques aéreos, com registros de destruição em áreas de atendimento médico.
O presidente norte-americano, Donald Trump, utilizou redes sociais para informar a destruição de nove embarcações da Marinha iraniana, sinalizando a continuidade das operações navais. Simultaneamente, o Centcom negou que o porta-aviões USS Abraham Lincoln tenha sido atingido por mísseis iranianos, contrariando versões divulgadas pela IRGC. O comando norte-americano confirmou a morte de três de seus militares na operação.
A retaliação iraniana também gerou vítimas em solo israelense. O serviço de emergência Magen David Adom confirmou a morte de civis em um bairro de Beit Shemesh após disparos de mísseis. O cenário permanece de extrema incerteza e alta volatilidade diplomática, com ambos os lados reforçando suas posturas ofensivas.