Cadu Xavier rebate críticas sobre dívida do Estado e detalha estratégia sucessória no RN

Em sabatina no Jornal da Mix, o Secretário de Fazenda e pré-candidato ao Governo detalhou a crise dos precatórios, a ruptura política com o vice Walter Alves e os planos para uma eleição indireta na Assembleia Legislativa.
O Secretário de Fazenda, Cadu Xavier, durante sabatina onde discutiu os rumos políticos e econômicos do RN.
Foto: Reprodução/YouTube

O cenário político do Rio Grande do Norte passa por uma fase de redefinições estratégicas após as recentes declarações de Cadu Xavier, atual titular da Secretaria de Fazenda (Sefaz) e nome de confiança da governadora Fátima Bezerra para a sucessão estadual. Em entrevista ao Jornal da Mix desta quarta-feira (25), Xavier buscou desmistificar os números do endividamento potiguar e detalhou a articulação governista diante da recente ruptura política com o vice-governador, Walter Alves (MDB).

Questionado sobre o fato de o estado figurar entre os mais endividados do país, o secretário foi enfático ao separar a dívida operacional dos débitos judiciais. Segundo Xavier, o estoque de precatórios saltou de R$ 700 milhões em 2019 para R$ 6 bilhões atualmente, representando 60% da dívida consolidada. Ele ressaltou, no entanto, que uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) limita o pagamento anual a 2% da Receita Corrente Líquida, o que preserva a saúde financeira do estado.

Um dos pontos centrais da entrevista foi a surpreendente decisão de Walter Alves de não assumir o comando do governo após a eventual renúncia de Fátima Bezerra para disputar o Senado. Xavier revelou que o acordo inicial previa uma transição suave, mas o vice-governador optou por não assumir o cargo e se alinhar à oposição, alegando preocupações fiscais que o secretário contesta com dados de transparência.

“A grande surpresa foi o vice-governador nos informar que não ia assumir e, pior, que ia caminhar com a oposição. Ele justifica por questões fiscais, mas os números provam que a situação é muito melhor do que em 2019”, afirmou Xavier, defendendo que a gestão atual é uma das cinco melhores do Brasil em transparência fiscal.

Com a recusa de Alves, o estado deve caminhar para uma eleição indireta na Assembleia Legislativa. Cadu Xavier confirmou que seu nome está posto para este “mandato tampão”, o que permitiria sua candidatura à reeleição em 2026. Para ele, manter o controle administrativo é vital: “Governamos por sete anos e dois meses. Abrir mão agora, no período eleitoral, não seria politicamente inteligente”, justificou.

No campo social e de infraestrutura, o secretário destacou o incremento de 70% no quadro da Polícia Civil e a meta de recuperar 2.000 km de rodovias estaduais. Ele também garantiu que a duplicação da BR-304, obra orçada em R$ 2 bilhões, será integralmente custeada pelo Governo Federal. Projetando as próximas eleições, Xavier prevê uma disputa polarizada, com um provável segundo turno contra o atual prefeito de Natal, Álvaro Dias.

Confira a entrevista completa no YouTube da Mix FM Natal:

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