O Governo Federal oficializou a recomposição de R$ 977 milhões no orçamento das instituições federais de ensino, visando cobrir os cortes realizados pelo Congresso Nacional na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026. Apesar da medida garantir o funcionamento básico e a assistência estudantil, gestores das instituições do Rio Grande do Norte alertam que os valores ainda são insuficientes para zerar o déficit.
Na UFRN, o corte inicial foi de R$ 14,7 milhões. Com a devolução de R$ 11,2 milhões, a universidade ainda enfrenta um buraco de R$ 3,5 milhões. Segundo o reitor Daniel Diniz, o montante assegura o básico, mas o orçamento real equivale a valores de 2025 apenas corrigidos pela inflação, o que trava novos investimentos.
A situação se repete na Ufersa, que terá um déficit de R$ 3,9 milhões mesmo após o repasse. Já no IFRN, a recomposição cobriu o custeio (água, luz, segurança) e bolsas estudantis, mas restou um saldo negativo de R$ 1 milhão que afetará capacitação de servidores e obras. O reitor do Instituto, José Arnóbio, classificou a medida como um “alívio”, mas criticou a desigualdade gerada pelas emendas parlamentares, que beneficiam algumas unidades em detrimento de outras.