A crise no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel voltou a se agravar. Um levantamento do Sindsaúde aponta que pelo menos 80 pacientes ocupavam os corredores da unidade na manhã mencionada no relatório: eram 50 pessoas no setor de politrauma e outras 30 no Centro de Recuperação de Operados (CRO), sem a estrutura adequada de tratamento.
O cenário de caos é ilustrado pelo drama de Rogério Soares, de 34 anos. Vítima de uma queda de cavalo em Santa Cruz, ele foi transferido em estado grave e aguarda há dois dias, em uma maca no corredor, por uma cirurgia e um leito de UTI.
Para a direção do hospital, o problema é estrutural e de fluxo. O diretor Geraldo Neto afirma que a unidade está sobrecarregada por pacientes de baixa complexidade, que poderiam ser atendidos nas Unidades Básicas de Saúde. Ele defende um pacto urgente entre Estado e municípios para desafogar a emergência. Já o sindicato reforça que a situação reflete a falta de investimentos na descentralização da saúde pública.