O presidente dos EUA, Donald Trump, oficializou nesta quinta-feira (22), em Davos, a criação de seu “Conselho de Paz”. Com foco inicial na reconstrução de Gaza, o grupo nasce sob controvérsia: para garantir um assento permanente, as nações devem pagar US$ 1 bilhão para um fundo gerido exclusivamente pelo norte-americano. Trump alega ter 59 países alinhados, mas apenas 22 oficializaram a entrada, entre eles Israel, Arábia Saudita, Argentina e Hungria.
A iniciativa expõe um racha diplomático. Enquanto aliados ideológicos aderiram prontamente, potências como França, Reino Unido e Reino da Escandinávia recusaram o convite. O Brasil ainda não se manifestou. Em seu discurso, Trump questionou a eficácia da ONU, embora tenha prometido atuar em conjunto com o órgão.
O conselho, idealizado e presidido por Trump, não possui legitimidade internacional clara para intervenções, mas o presidente afirma que o grupo terá poder para “fazer praticamente tudo” em conflitos globais. Os países convidados que não pagarem a “taxa” bilionária terão mandatos limitados a três anos.